BELÉM (PA) - O Anima Mundi está de volta a Belém. A partir do dia 17, o público paraense poderá participar do maior festival de animação do Brasil. Serão cinco dias de evento, com 40 dos melhores filmes apresentados nas edições do Rio de Janeiro e de São Paulo, dentre eles os grandes vencedores da edição 2008.
A exemplo dos anos anteriores, o Instituto de Artes do Pará (IAP) é o responsável pela realização do Anima Mundi em Belém e a programação será apresentada na Estação das Docas.
Em seu 16º ano, o festival comemora o progresso do mercado brasileiro de animação. Se na primeira edição do Anima Mundi a animação brasileira mal engatinhava, hoje, 16 anos depois, já se pode dizer que ela é uma jovem precoce a caminho da emancipação.
A edição 2008 do festival – o terceiro maior evento de animação do mundo – reflete esse amadurecimento, com mais de 1.300 inscrições e exibição de 441 filmes de 42 países, sendo 74 deles do Brasil.
Criado em 1993 por Aída Queiroz, Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães, o Anima Mundi foi um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento de um mercado de animação nacional, tanto pelas discussões levantadas em suas palestras e encontros, como pela formação de novos profissionais nas oficinas e workshops.
O Anima Mundi 2008 aconteceu em julho no Rio de Janeiro e em São Paulo e contou com um público de mais de 92 mil pessoas. A imagem do festival 2008 foi desenhada por Koji Yamamura, animador japonês indicado ao Oscar por “Atama-yama” (“Mt. Head”) e vencedor de festivais como o de Annecy.
Longas-metragens - Neste ano, a exibição de longas-metragens volta a acontecer em Belém, com dois filmes inéditos no país. “Idiots and angels” (Estados Unidos), do veterano do Anima Mundi Bill Plympton, é uma comédia de humor negro bem ao estilo do animador americano, sobre um anjo relutante. O incansável Plympton também participa da mostra de curtas, com “Hot Dog”.
O Brasil está representado por “Belowars”, do paranaense Paulo Munhoz. O novo longa-metragem é baseado em “Guerra Dentro da Gente”, livro infanto-juvenil do poeta Paulo Leminski, seu conterrâneo.
O Anima Mundi Especial 2008 tem como principais patrocinadores Petrobras (que há 13 anos apóia o evento), Oi (que triplicou o seu patrocínio este ano), Centro Cultural Banco do Brasil como co-patrocinador, Gol (que transporta a equipe animada há dois anos), a parceria tecnológica com a IBM no desenvolvimento do software MUAN.
Oficinas - Em Belém, além das mostras de filmes, o público poderá exercitar a imaginação em duas técnicas diferentes: massinha de modelar e pixilation. Na primeira oficina, pequenos grupos de participantes se organizam para criar roteiros e personagens. Estes são modelados, animados na hora e filmados com um vídeo quadro-a-quadro. O resultado é sempre divertido. Por vez, são atendidas doze pessoas que têm 30 minutos para preparação e de 15 a 20 minutos para a gravação da animação. As melhores esculturas ficam em exposição na oficina. A idade mínima para participar é oito anos.
Já pixilation é o nome dado à animação de pessoas de carne e osso, como se fossem bonecos. Os participantes se fantasiam e criam estórias e movimentos absurdos que eles mesmos executam, fazendo poses quadro-a-quadro. Podem participar seis pessoas a cada dez minutos e a idade mínima é seis anos.
Curtas - As sessões de curtas contam com “Passo”, de Alê Abreu, homenageado no Anima Mundi 2007 (também autor do longa “Garoto Cósmico”), além dos quatro vencedores dos prêmios do júri profissional da edição 2008: “La Maison en Petits Cubes”, de Kunio Kato, (Japão), vencedor do prêmio de melhor roteiro, “KJFG no 5”, de Alexei Alexeev (Hungria), melhor trilha sonora; “Yours Truly”, de Osbert Parker (Reino Unido), melhor direção de arte;
“Madame Tutli-Putli”, de Chris Lavis e Maciek Szczerbowski (Canadá), melhor animação.
Também serão exibidos os dois vencedores dos prêmios do júri popular: “La Queue de la Souris”, de Benjamin Renner (França), e “Oktapodi” (França).
Infantil - A mostra infantil não é só para criança. Nela, dá para ver o gracioso “Ein Sonniger Tag” (Um dia de sol/A sunny Day), de Gil Alkabetz, que recebeu este ano o prêmio de melhor curta metragem infantil pelo público do Rio de Janeiro e São Paulo e um dos exemplares da nova série de desenhos da produtora carioca MultiRio; e “Seu Lobo”, de Humberto Avelar. Além disso, uma novidade: pela primeira vez, os filmes estarão dublados.
Serviço - Anima Mundi Especial 2008. De 17 a 21 de setembro, no Teatro Maria Sylvia Nunes - Estação das Docas. Funcionamento da bilheteria: de quarta a sexta, 13h às 20h / sábado e domingo, 9h às 20h. Ingresso: R$ 2,00 (meia entrada R$ 1,00).
Crianças até 12 anos e idosos acima de 65 anos não pagam. Vendas por dia, a partir da abertura da bilheteria.
Oficinas: Massinha e Pixilation. Local: Galpão 1, Boulevard das Feiras – Estação das Docas. Quinta e sexta, 15h às 20h / sábado e domingo, 10h às 17h. Idades mínimas: 8 anos (Massinha), 6 anos (Pixilation).
Entrada franca (sem inscrição prévia). Realização: Instituto de Artes do Pará (IAP). Apoio: Organização Pará 2000. Informações: 4006-2947/4006-2945. (Agência Pará)

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